Atualizado 21 de Jan. de 2026

Se você já contratou ou pensou em contratar um time de UX, talvez tenha se perguntado: mas o que exatamente esse time entrega? Afinal, muito se fala sobre experiência do usuário, mas na hora de justificar o investimento em UX design, nem sempre fica claro quais serão os entregáveis.

Neste artigo, vamos explicar o que é uma boa entrega de UX, mostrar exemplos de entregáveis mais comuns dos times de UX, o que entregamos na Catarinas, e como eles podem impactar uma empresa de produto. 

O que são entregáveis de UX

Os entregáveis de UX são uma documentação que dão materialidade a todo o processo de UX, que inclui:  imersão, pesquisa, arquitetura de informação e user interface. As entregas de UX trazem clareza, alinhamento de expectativas e mostram os avanços para gestores sobre a evolução do projeto. 

Vale lembrar que um entregável de UX não é um pacote fechado, pode ser adaptado conforme as necessidades da empresa e das pessoas que irão consumir o material. 

Ex: Resultado de uma pesquisa de UX, para uma equipe de produto pode ser um relatório detalhado e também trazer o material bruto da pesquisa coletado em campo para que o time tenha em conta tudo que foi dito pelos usuários.

Já a entrega de UX para stakeholders de negócio, pode ser uma apresentação focada em problemas e possíveis soluções. As adaptações podem e devem ser feitas para alcançar melhor compreensão e aproveitamento do público que irá receber o entregável.

Quais são os entregáveis de UX durante as etapas do projeto?

Cada etapa de um projeto de UX tem seus entregáveis específicos, que podem variar de acordo com o escopo do projeto. A seguir vamos trazer os entregáveis mais comuns nos projetos da Catarinas de acordo com as etapas do processo de UX. 

1. Imersão

No início dos projetos, sempre temos a nossa reunião de kickoff onde alinhamos os objetivos do projeto e do negócio, e mapeamos os stakeholders envolvidos para esclarecer prazos e questões técnicas. 

Exemplo:  Kickoff

kickoff-entregaveis-de-ux

Depois desse primeiro momento, realizamos as entrevistas com stakeholders de diferentes áreas onde aprofundamos questões levantadas no kickoff, que serão levadas para a matriz CSD, que é nossa base para a construção do roteiro de entrevista com usuários.

2. Pesquisa

Já na fase da pesquisa, onde acontecem as entrevistas com usuários, entendemos o comportamento do usuário em determinado contexto com diversas finalidades, como identificar necessidades, dores, problemas de usabilidade, etc.

Como resultado, geramos uma apresentação da pesquisa com usuários que contém informações, dados e insights sobre os usuários, que orientarão as próximas etapas do projeto. A apresentação deve ser adaptada de acordo com o público que irá receber o material (e pode ser mais focada em todo passo a passo e processo da pesquisa ou no resultado final).

Exemplo: Apresentação da Pesquisa com Usuários

pesquisa-ux-com-usuarios

Também como entregável da pesquisa, temos as personas que são personagens fictícios que representam o grupo de usuários de um produto ou serviço. As personas servem para deixar mais “consumível” para o time de produto, as características dos usuários.

Exemplo: Personas

persona-ux

Outro entregável da pesquisa, é a jornada do usuário, ela é  uma sequência dos acontecimentos, desde quando o usuário ouve falar do produto, durante o uso e o pós uso, além de incluir todos os pontos de contato. Ao mapear a jornada do usuário, identificamos as dores (quais que doem mais) e conseguimos ter uma visão clara de quais são as oportunidades de melhorias no decorrer da jornada. 

Exemplo: Jornada do usuário

jornada-do-usuario

Com as informações da pesquisa em mãos, partimos para a ideação, nessa etapa pensamos junto ao cliente possibilidades e propostas de solução. Na Catarinas gostamos de usar a técnica do CMP (“como poderíamos resolver o problema X”). E utilizamos um board de ideação, para fazermos junto aos stakeholders uma co-criação e gerar ideias de soluções.

Exemplo: Board de Ideação

board-de-ideacao-entregaveis-de-ux

3. Arquitetura de informação / prototipação

Com os insumos da pesquisa e da ideação, partimos para a prototipação, onde transformamos as ideias em algo visual e palpável. Nessa fase desenvolvemos uma versão prévia do produto para ser testada e validada antes da versão final. É onde trabalhamos os wireframes, fluxos de navegação, e o inventário de conteúdo.

Exemplo: Wireframes 

wireframes-ux

4. User interface

A partir daí passamos para a etapa de UI, onde definimos cores, tipografia e definição dos detalhes do layout dos produtos digitais e fazemos a aplicação de conceito visual nos wireframes

Exemplo: Aplicação de Conceito Visual nos Wireframes

wireframes

Aqui também criamos o design system, importante para o sucesso de um produto a longo prazo, pois ajudar a definir e padronizar como um estilo visual será aplicado nas interfaces do produto.

Exemplo: Uma parte de um Design System, os Design Tokens

design-system

Extra: Plano de Métricas de UX

O plano de métricas de UX normalmente acontece na etapa de arquitetura da informação, quando já temos mais informações sobre o produto e os usuários. Esse plano serve para ajudar o cliente a entender que métricas ele deve acompanhar após o projeto e também medir se está tendo os resultados esperados com o desempenho do produto após o projeto de UX. 

As métricas de UX a serem acompanhadas no plano, vão depender da necessidade de cada projeto. Podemos olhar para métricas como: SUS (System Usability Scale), CES (Customer Effort Score), NPS (Net Promotion Score), CSAT (Customer Satisfaction Score), Churn Rate e TTR (Time To Resolution). Saiba mais sobre acompanhamento de métricas no nosso artigo sobre o case do cliente Becomex.

Exemplo de Plano de Métricas de UX

plano-de-metricas-de-ux

Por que os entregáveis são importantes

Os entregáveis de UX têm um papel essencial para garantir que todos estejam na mesma página ao longo do projeto. Eles facilitam a comunicação entre áreas de produto e de negócio, eliminando ruídos que costumam aparecer quando as decisões não estão bem documentadas.

Funcionam como uma tradução visual do raciocínio do time, deixando claro o porquê das escolhas feitas e quais caminhos foram seguidos ou descartados. Ao tornar tangível o que antes era abstrato, os entregáveis promovem transparência no processo e aumentam a confiança nas decisões. 

Conclusões

Para que os entregáveis de UX cumpram bem seu papel, algumas boas práticas fazem toda a diferença ao longo do projeto. A primeira delas é saber escolher quais entregáveis realmente fazem sentido para cada etapa e contexto. Confira também no nosso [Checklist] O que esperar de uma boa entrega de UX Design em cada etapa do projeto.

Um ponto essencial é garantir que todos os arquivos de entrega estejam organizados, acessíveis para facilitar consultas futuras e garantir a autonomia de quem vai dar continuidade ao projeto, especialmente os times de produto e de desenvolvimento.

Quer entender como os entregáveis de UX podem gerar valor para o seu negócio? Ajudamos sua empresa a transformar descobertas em decisões estratégicas, com entregas que reduzem riscos, aumentam a eficiência e colocam o usuário no centro.  Fale com a gente!