voltar para o início do blog 24.08.16

Por que fazer pesquisas com usuários?

É muito comum vermos projetos novos ou em andamento que nunca chegaram a ter contato...


Júlia Ghisi

É muito comum vermos projetos novos ou em andamento que nunca chegaram a ter contato com a opinião de quem realmente irá utilizar a solução. No post de hoje, o objetivo é mostrar que fazer pesquisas com usuários não é apenas ‘firula’ ou algo que pode ser deixado para ‘quando der’. Deve ser um passo do processo feito no início do projeto para validar as hipóteses iniciais do time.

tumblr_mq7asfEmWu1suut67o1_500

Fazer pesquisa é um ótimo argumento para qualquer gestor: irá fazer economizar tempo, dinheiro e incomodação, afinal é melhor e mais barato previnir do que remediar. Pesquisando é possível minimizar erros e problemas que iriam gerar horas de refação e suporte a futuros usuários. Além do mais, aumenta a chance de sucesso e pode ajudar muito para aumentar os lucros (como falamos nesse info), por estar alinhado à reais necessidades do mercado. Caso não esteja convencido, veja esse post sobre por que investir em UX.

Separei 7 bons motivos para fazer pesquisa com usuários:

1. O produto não foi feito para você usar

EA5F0D7860-e1451392873614

Tenha em mente que você está fazendo um produto para alguém usar. É necessário entender o que pensa, como age, as preferências e como é o dia a dia dessa persona. Escolha conversar com pessoas representativas quem usarão o seu produto. Não vale usar o amigo ou a mãe como usuários se eles não tiverem o perfil adequado do seu público. Caso contrário, eles irão ‘contaminar’ a sua pesquisa te levando a acreditar em premissas falsas.

2. É possível entender qual é realmente a dor do usuário e o que dói mais

Às vezes pensamos que o usuário possui uma dor de um determinado problema que é um problema nosso e acreditamos que isso também é um problema para ele mas nem sempre é. É preciso ter uma conversa focada em compreender fatos em torno de um possível problema. Evite falar inicialmente sobre a sua solução ou o que ela faz. Comece falando sobre o PROBLEMA, sobre a “dor” do seu usuário, descubra como as pessoas resolvem isso hoje, como elas lidam com a situação, como se sentem, o que funciona ou não nesse contexto. Com isso, pense quais lacunas você pode explorar ou melhorar no seu produto.

3. Possibilidade de inovar e quebrar paradigmas já existentes

Existe muitas empresas que querem trazer inovações para os produtos mas acabam pensando apenas internamente no que seria inovador e não conversando com usuários para entender o contexto e a jornada deles. Para propor algo realmente inovador e que faça sentido para eles, é preciso conhecer a fundo o público que irá se destinar a nova solução.

E no caso da empresa querer inovar em um produto já existente, pode-se realizar teste de usabilidade para validar alguma funcionalidade ou nova proposta de interação / interface. Nesse case da Catarinas – a plataforma Mettzer (que já falamos aqui) – nossa hipótese era criar uma maneira de editar o texto diferente do que hoje temos na maioria das ferramentas de edição de texto (word, google docs…), e conseguimos uma ótima aceitação dessa “inovação” com os usuários testados.

4. Compreender a jornada completa do usuário

Realizando pesquisas com usuários é possível compreender como o eles se sentem durante o processo de aquisição de um novo produto. Também é possível ter insights em quais pontos de contato podemos oferecer uma experiência melhor, que pode ser além do produto, como falamos nesse post, sobre service design.

Para quem tem uma startup e está buscando como o UX pode auxiliar a melhorar o produto e serviço ao identificar a jornada do usuário, veja esse webinar.

5. Você consegue validar a ideia ou produto antes de sair codando

Outro cenário comum que pode acontecer em startups ou empresas de TI, é  às vezes começar pelo desenvolvimento. Fazer um código incrível com uma ótima semântica mas nem sequer validou com os usuários se o que está sendo feito é uma dor e irá resolver um problema real deles. Nesse post abordamos como sair da zona de conforto e ir conversar com possíveis usuários – o get out of the building.

6. Pesquisa não precisa ser cara e cheia de burocracia

Pesquisa não precisa ser cara, com um milhão de usuários e cheia de burocracia, você pode adequar o formato e recursos disponíveis para fazer a pesquisa. Vivenciando há 5 anos aqui na Catarinas cenários de projetos com recursos limitados foi possível identificar algumas formas de adaptar a aplicação de métodos e ferramentas de UX para essas realidades. Lembrando que os métodos baixo custo tem seus prós e contras mas podemos obter bons resultados já que realizar alguma pesquisa é melhor que nenhuma. Nesse ebook mostramos como utilizar métodos e ferramentas de UX de ‘baixo custo’.

7. Argumentar em cima de fatos irá mudar a sua vida

Não seja refém das opiniões vagas e dos ‘achismos’, use o que o usuário disser a seu favor e sustente as soluções baseadas no que foi extraído das conversas com eles e não “eu gosto mais assim ou assado”. Compile as informações e deixe algumas frases e videos dos usuários entrevistados para apresentar pro cliente ou pro time, afinal essas “verdades inquestionáveis” podem ser úteis quando necessário defender uma proposta ou ideia.

Caso precise de alguma ajuda para fazer pesquisa com usuários, fale com a gente 🙂

Quer ver mais cases que fizemos pesquisas? Veja esse ebook!

Facebookr-Ebook10 (2)

Quero receber materiais

também não gostamos de spam :)

Vamos te mandar conteúdos interessantes 2 vezes por mês

Obrigado por se inscrever!

Ocorreu um erro :( tente novamente mais tarde!

Júlia Ghisi
Júlia Ghisi é graduada em Design Gráfico pela Universidade Federal de Santa Catarina, pós graduada em Design Centrado no Usuário pela Universidade Positivo. Diretora de planejamento de projetos e consultora de UX design na Catarinas Design de Interação. Mentora do Startup Weekend e Social Good Brasil Lab, instrutora do Programa do Sebrae Starup SC. É uma das realizadoras do programa de aceleração para startups Darwin Starter.
  • 19.09.17

    Como gamificar o seu produto

    A gamificação está presente em grandes sistemas/marcas de hoje, como Nubank, Waze, Beblue… mas você...


    Diego Motta
  • 15.08.17

    O fim dos dashboards de dados e o UX em interfaces para tomada de decisões

    Estamos na era da informação, a quantidade de dados disponíveis e possíveis está cada vez maior....


    Priscilla Albuquerque
  • 07.06.17

    Como fazer um bom teste de usabilidade

    Teste de usabilidade tem o objetivo de verificar a facilidade de uso da interface. Pode...


    Júlia Ghisi