voltar para o início do blog 04.07.12

Entendendo seus usuários: O ponto de partida do UX

Todo projeto parte de uma necessidade, seja ela percebida ou não pelo usuário. E para...


Priscilla Albuquerque

Todo projeto parte de uma necessidade, seja ela percebida ou não pelo usuário. E para atender esta necessidade de maneira satisfatória você precisa entendê-la.

Em uma abordagem centrada no usuário, segundo Preece (2005), trabalha-se com o foco nos usuários e nas tarefas desde o princípio, que na prática significa entender o perfil desse público estudando diretamente suas características cognitivas, comportamentais, antropomórficas e suas atitudes.

User centered development process shifts from focus on the way the product is made, to how the product is used.” – Mike Kuniavsky “Observing the User Experience”

Informações que podemos obter observando estes usuários em suas tarefas cotidianas, estudando a natureza destas tarefas e envolvendo-os no processo de design. A ilustração abaixo dá uma boa ideia de como lidar com isso.


O grau desse envolvimento é relativo ao quanto tempo e recurso você tem disponível

 
 

Então por onde começar?

1) Comece descobrindo qual o objetivo e requisitos do projeto.

Qual o problema a ser resolvido? O que se espera alcançar? Quais pontos devem ser considerados?

  • Por exemplo: “Queremos que os usuários aprendam a utilizar um aplicativo X de forma fácil e rápida.”

 

 

2) Ok, você já sabe qual é o foco principal, agora descubra quem é seu usuário, qual o perfil destas pessoas?

Parametrize da maneira que fizer sentido em seu contexto: idosos/crianças, executivos/engenheiros, pessoas com pouco tempo/pessoas em momentos de lazer, mães de primeira viagem/ solteiros bem sucedidos, enfim, defina um perfil estereotipado claro de pessoas seja lá qual for.

  • No nosso exemplo hipotético: “Senhoras idosas recém familiarizadas com o mundo digital.”

 

3) Estude, pesquise, descubra e entenda como pensam estes usuários.

Qual seu modelo mental? De que forma eles percebem o mundo? Como eles interagem com o digital? Qual linguagem estão familiarizados?

  • Nosso perfil de usuário exemplo não é nativo digital, modelo mental da geração “baby boomers”, possivelmente possuem dificuldade visual e de manejo de precisão, no geral tem dificuldade de absorver novidades tecnológicas. Metáforas de objetos cotidianos típicos nesse caso poderiam ser bastante úteis.

 

Norman em seu livro O Design do Dia-a-Dia afirma que os modelos mentais que criamos resultam de nossa tendência a formular explicações para as coisas. Esses modelos são essenciais para a compreensão de nossas experiência e também torna possível prevermos resultados a nossas ações e lidarmos com ocorrências inesperadas.

 Definição de modelo mental de Donald Norman

Nesta etapa fundamental de pesquisa do projeto que dá a base e argumentos para as soluções proposta, inúmeros recursos e ferramenta de UX (muitas delas provenientes do marketing) estão disponíveis para auxilia-lo na viagem à mente do usuário. Algumas delas: personas, questionários, entrevistas, focus group e diversos outros (Confira nesse post  do Webinsider uma lista descrevendo alguns desses entregáveis).

Moral da história

Entender o paradigma do seu usuário é essencial pois ele provavelmente será diferente do seu ou de sua equipe. Sem pesquisa alguma tem-se grande chance de cair na lei do menor esforço em tentação e fazer um projeto baseado no que funciona para você, no que seu cliente acha mais bonito ou no que o desenvolvedor achou mais prático.

 

Confira também nosso ebook com cases práticos onde fora aplicados métodos e ferramentas do user experience design!

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Priscilla Albuquerque
Priscilla Albuquerque é graduada em Design de Produto pelo Instituto Federal de Santa Catarina, pós graduada no MBA em Gestão Estratégica do Design pela Univali e especialista em Design Centrado no Usuário pela Universidade Positivo. Mestranda em Design na área de interações e interfaces comunicacionais pela UDESC. Diretora de negócios, consultora de UX design na Catarinas Design de Interação e professora em disciplinas de Design Centrado no Usuário para alunos de pós graduação. Possui 10 anos de vivência na área de projetos digitais e desde 2012 participa do IxDA (InteractionDesign Association) Florianópolis como líder local.
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